"Perfection" - Lyrics & Song by:
Renato Russo & Legião Urbana (1993).
Let's celebrate
Human stupidity
The stupidity of all nations
My country and his gang
Of killers
Cowards, rapists
And thieves ...
Let's celebrate
The stupidity of people
Of our police and television
Let's celebrate our government
And our state, that it's not a Nation ...
Let's Celebrate youth without schools
The dead children
Let's Celebrate our disunity ...
Let's celebrate Eros and Thanatos
Persephone and Hades
Let's celebrate our sorrow
Let's celebrate our vanity ...
Let's celebrate like idiots
Every Carnaval and holiday
All the deaths in our highways
The dead from lack
Of Hospitals ...
Let's celebrate our lack of Justice
Our Greed and our defamation
Let's celebrate our prejudices
The vote of the illiterate
Celebrate the putrid water
And all taxes
Forests Burned, our lies
And kidnapping ...
Our castle
Of Marked cards
Slave labor
Our small universe...
All the hypocrisy
And all affectation
All the robbery and indifference
Let's celebrate epidemics
It's the party of champion team...
Let's celebrate hunger
Those who doesn't have someone to Listen to
Those who doesn't have someone to Love
Let's feed what is evil
Let's hurt a pure heart ...
Let's celebrate our flag
Our past
Of glorious absurdities, slavery, corruption
Everything that is free and ugly
All that is normal
Let's sing together
The national anthem
The tears are real
Let's celebrate our longing
Celebrate our loneliness ...
Let's celebrate Envy
Intolerance
The misunderstanding
Let's party violence
And forget our old people
Who worked honestly
All their lifetime
And now they don't have a
Right to anything ...
Let's celebrate the aberration
Of our complete lack
Of Commonsense
Our disregard for EDUCATION
Let's celebrate the horror
Of all this
With a party, a funeral and a coffin
It's all dead and buried now
Since we can also conclude with
The stupidity of those who sang
This song ...
Come on!
My heart's in a hurry
When hope is dispersed
Only the truth sets me free
Enough of evil and delusion
Come on!
Love always has the door open
And spring is coming
Our future resumes
Come on!
'Cause What comes is Perfection!
These are the stories of my students. Men who came from Haiti and Africa to live, work and study in São Paulo, Brazil. FACEBOOK https://www.facebook.com/BlogDoBemBrasilHaitiAfrica TWITTER https://twitter.com/BrasilHaitiAfri
quinta-feira, 20 de junho de 2013
#OGIGANTEDESPERTOU - "Perfeição" Letra e Música de Legião Urbana
Perfeição
Legião Urbana
Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...
https://www.youtube.com/watch?v=UueCjRrQLM4
quinta-feira, 13 de junho de 2013
POR QUÊ NÃO DAMOS MAIS UMA CHANCE PRO AMOR? Under Pressure - Letra e Música de Queen & David Bowie
Pressão, me empurrando para baixo
Pressão
Pressionando você
Pressão
Que ninguém merece sofrer.
Sob pressão - que incendeia um edifício inteiro
Divide uma família em duas
Coloca pessoas nas ruas...
O.K.
Dando voltas em torno de
Meu cérebro pelo chão
Estes são os dias em que nunca chove, mas desaba
Pessoas nas ruas
Dee da dee da day
Pessoas nas ruas
Dee da dee da dee da dee da
É o terror de saber
Do que este mundo é capaz
Vendo alguns bons amigos gritar:
"Me deixa em paz!"
Rezo para que o Amanhã me leve mais alto
Pressão nas pessoas - pessoas nas ruas
Me afastei disso tudo, como um homem cego
Sentei no muro, mas isso não funciona
Continuo vindo com mais e mais Amor
mas ele está tão rachado e despedaçado...
Por quê, Por quê, Por quê?
Amor amor amor amor amor
A insanidade ri, na cara do Amor.
Sob pressão nós rachamos
Não podemos dar a nós mesmos mais uma chance?
Por quê não podemos dar ao Amor mais uma chance?
Por quê não damos AMOR?
Dar amor Dar amor Dar amor Dar amor Dar amor Dar amor Dar amor Dar amor Dar amor
Porque o Amor é uma palavra fora de moda?
Porque o Amor te desafia a se importar
Com as pessoas que estão perdidas na noite?
Porque o Amor te desafia a mudar a nossa forma de
Cuidar de nós mesmos.
Esta é nossa última dança
Essa é a nossa última chance
Estes somos nós.
Sob pressão.
Letra e música de Queen e David Bowie
Outubro 1981
http://www.youtube.com/watch?v=a01QQZyl-_I
---
ENGLISH - original lyrics:
Under Pressure - Queen & David Bowie
Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets
That's Ok
It's the terror of knowing
What the world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow gets me higher
Pressure on people, people on streets
O.k.
Chippin' around
Kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
People on streets
Dee da dee da day
People on streets
Dee da dee da dee da dee da
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher high high
Pressure on people - people on streets
Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love
but it's so slashed and torn
Why - why - why ?
Love love love love love
Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love that one more chance?
Why can't we give love...?
give love give love give love give love give love give love give love give love...
'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Haroldo de Campos - POETA
Um gênio brasileiro
Haroldo (Eurico Browne) de Campos nasceu em 19 de agosto de 1929 em São Paulo, capital. Foi casado com Carmen de Paula Arruda, com quem teve um único filho, Ivan Pérsio de Arruda Campos, em 1962.
Poeta, tradutor de poesia em várias línguas, ensaísta e crítico literário, fez seus estudos secundários no tradicional Colégio São Bento, onde aprendeu os primeiros idiomas estrangeiros (latim, inglês, espanhol, francês).
Participou do Clube de Poesia, ligado à Geração de 45, sob os auspícios do qual publicou seu primeiro livro de poemas, O Auto do Possesso, aos 21 anos. Em 1952, rompeu com o Clube de Poesia e, com o irmão Augusto de Campos e Décio Pignatari, fundou o grupo Noigandres e a revista com o mesmo nome. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em 1952. Foi procurador da USP até se aposentar.
O Noigandres foi o embrião do movimento da poesia concreta, que exerceu grande impacto na literatura brasileira e internacional, com mostras e exposições em países como Alemanha, Japão, Itália, Espanha, Tchecoslováquia, Suíça, Argentina, Inglaterra.
A poesia concreta realizou, por meio da tradução, uma extensa revisão da poesia mundial com o fim de revitalizar a invenção poética.
Em 1962, Haroldo de Campos escreveu “Da Tradução como Criação e como Crítica”*, ensaio fundamental para os estudos da tradução, depois de ter traduzido ou enquanto traduzia poetas como os grandes modernistas de expressão inglesa (Pound e Joyce), vanguardistas alemães (Gomringer, Heissenbüttel), o Mallarmé de Un Coup de Dés, Francis Ponge, Dante, Ungaretti, Maiakóvski e haicaístas japoneses. Assim, oferecia aos leitores brasileiros um rico acervo de poesia, até então virtualmente desconhecido, e extraía dessa experiência uma teoria inovadora e um novo padrão para a tradução literária.
Em 1959, permaneceu cerca de um ano na Europa. Em Colônia, encontrou-se com Karlheinz Stockhausen, no estúdio de música eletrônica da rádio da cidade, e em Rapallo, com Ezra Pound, com quem já vinha se correspondendo e cujos Cantos traduzia ao lado de Augusto de Campos e Décio Pignatari. A partir dessa primeira viagem ao exterior, continuou estabelecendo contato com renomados poetas, artistas e intelectuais estrangeiros.
Em 1964, foi leitor junto à Cátedra de Filosofia (Estética) do professor Max Bense na Universidade de Stuttgart. Nesse ano, também viajou para Baden-Baden, onde entrevistou Pierre Boulez, e para a Itália, onde conheceu os poetas “novíssimos” italianos e o crítico Umberto Eco, que se surpreendeu ao saber que o poeta brasileiro tinha antecipado sua teoria da obra de arte aberta num ensaio escrito em 1955.
Entre 1963 e 1964, visitou também Praga, onde deu uma conferência sobre poesia concreta e entrou em contato com a obra de Guenádi Aigui, poeta russo que depois traduziria, e conheceu vários intelectuais, entre eles Josef Hirsal e Ladislav Novák. Em 1966, a convite do PEN American Center, participou do XXXIV International PEN Congress, em Nova York, do debate “O Escritor na Era Eletrônica”, presidido por Marshall McLuhan. No mesmo encontro, representou o Brasil na mesa-redonda “A Situação do Escritor na América Latina”, com Victoria Ocampo, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa e Emir Rodriguez Monegal. Também em 1966, conheceu Roman Jakobson na Califórnia. Do longo convívio que ali teve início, resultou o ensaio do lingüista russo intitulado “Carta a Haroldo de Campos sobre a textura poética de Martin Codax”.
Recebeu o prêmio Presenza d'Italia in Brasile, em 1968. Durante a década de 60, intensificou sua atividade crítica com ensaios sobre inúmeros autores brasileiros e estrangeiros, muitos deles depois reunidos em Metalinguagem & Outras Metas. Procedeu também ao resgate de autores brasileiros que haviam ficado à margem da historiografia tradicional, como Sousândrade e Oswald de Andrade.
Em 1969, convidado pela Direction Générale des Relations Culturelles, desenvolveu pesquisas sobre literatura de vanguarda em Paris. Conheceu Octavio Paz, com quem já vinha se correspondendo. Em 1981, concluiria a tradução do poema Blanco do poeta mexicano. Foi amigo de músicos ligados à Tropicália, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, de cineastas como Julio Bressane e Ivan Cardoso, e de artistas plásticos como Helio Oiticica, entre outros.
Em 1971, recebeu a Bolsa Guggenheim, que lhe permitiu fazer pesquisas na Europa e Estados Unidos para a tese de doutorado que defenderia em 1972 na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. A tese foi publicada com o título Morfologia do Macunaíma.
Nesse decênio, dedicou-se a aprender russo, traduzindo Maiakóvski e outros poetas russos, com Augusto de Campos e Boris Schnaiderman.
Passou a dirigir a Coleção Signos, da editora Perspectiva, tendo publicado em sua gestão mais de trinta volumes. Ainda em 1971, foi professor visitante junto à Universidade do Texas em Austin, onde voltaria a ensinar em 1981.
Aprofundou o interesse pela literatura hispânica, travando contato com vários escritores, como Julio Cortázar, Severo Sarduy e Cabrera Infante. Cortázar faria dele um dos personagens de Un tal Lucas, escrito em 1979.
Em 1978, foi professor visitante na Universidade de Yale, em New Haven. Entre 1973 e 1989, foi professor titular de Semiótica da Literatura no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), obtendo o título de Professor Emérito em 1990. Foi um dos introdutores da semiótica no Brasil.
Nos anos 80, estudou hebraico e começou a traduzir textos bíblicos, projeto que retomaria na década de 90, para a preparação do livro Éden: um tríptico bíblico, publicado postumamente. Em 1984, publicou Galáxias, texto que escrevera entre 1963 a 1976, diluindo as fronteiras entre poesia e prosa.
Na década de 90, fez duas viagens marcantes. Em 1991, a Japan Foundation o convidou para visitar o país de autores que ele divulgou no Brasil, como o poeta Bashô e o filósofo Fenollosa. Em 1994, o Instituto Cultural de Israel proporcionou-lhe uma viagem ao país, em que fez contato com grandes poetas israelenses como Yehudá Amichai, Natan Zach e Haym Gúri, dos quais traduziu alguns poemas.
Também nesse período, aprofundou seus conhecimentos de grego e traduziu integralmente a Ilíada de Homero. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira dos Amigos de James Joyce e introduziu o Bloomsday no Brasil, comemoração que vem se repetindo anualmente desde 1988.
Em 1991, recebeu uma homenagem em Salto Oriental, Uruguai, organizada pelo Centro Cultural de Salto e a Academia Nacional de Letras, e coordenada pela Profa. Dra. Lisa Block de Behar. No mesmo ano, foi homenageado na ocasião do 35º aniversário da Fundação da Aliança Cultural Brasil-Japão.
Em 1992, participou do Ciclo Internacional de Poesía, na Residencia de Estudiantes, em Madri. Realizou leitura de seus poemas no Copenhagen's International Festival of Poetry, na Dinamarca, em 1993. No ano seguinte, participou do Projekt der KulturRegion Stuttgart im Max-Bense-Saal der Stadtbücherei im Wilhelmspalais, com apresentação de Galáxias por Theophil Maier e acompanhamento do conjunto Exvoco.
Em 1995, juntamente com outros poetas concretos brasileiros e portugueses, foi homenageado no evento ”A Symphosophia on Experimental, Visual & Concrete Poetry”, The Council on Latin American Studies, Yale University (New Haven-USA). No mesmo ano, participou da IIIª Biennale Internationale des Poètes, em Val-de-Marne, Paris, Lyon e Marselha, na França.
Recebeu o título de Chevalier dans L'ordre des Palmes Académiques de France. Em 1996, ministrou o “Curso International sobre Poética da Tradução”, na Universidad International “Menéndez Pelayo”, Tenerife, Espanha. Nesse mesmo ano, participou do VI Festival Internacional de Poesia em Medellín, Colômbia, e proferiu o “Curso Internacional sobre Tradução como Gênero Literário”, na Residencia de Estudiantes, em Madri. Também em 1996, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Montréal, Québec.
Foi vencedor do prêmio Jabuti em 1991, 1992, 1993, 1994, 1999, 2002, 2003 e 2004. Sua biografia foi incluída na Enciclopédia Britânica em 1997. No mesmo ano, foi homenageado no II Congresso Arte e Ciência, promovido pelo Centro Mário Schenberg, ECA-USP e ABPA. A PUC-SP o homenageou no evento Diálogo das Artes - Homenagem a Haroldo de Campos, em outubro de 1996.
Nessa ocasião, foi impresso um álbum de tiragem limitada com manifestações de Octavio Paz, Guillermo Cabrera Infante, Jacques Derrida e João Cabral de Melo Neto, acompanhado de um kakemono de Tomie Ohtake com um poema de Haroldo. Em seu texto-homenagem, Derrida escreve, “no horizonte da literatura, e antes de tudo na intimidade da língua das línguas, cada vez tantas línguas em cada língua, sei que Haroldo a tudo isso terá tido acesso como eu antes de mim, melhor que eu”.
Participou de uma mesa-redonda a convite da Feira Internacional do Livro em Frankfurt, em outubro de 1998, mesmo ano em que recebeu o Prêmio Internacional Lumière/Unupadec, em Roma, e participou do Simpósio Internacional Ressurgences Baroques, na Maison du Canada, em Paris. Foi o ganhador do Premio Octavio Paz de Poesía y Ensayo, no México, em 1999. Nesse mesmo ano, as universidades de Oxford e Yale, em homenagem aos 70 anos do poeta, dedicaram-lhe o simpósio "On Transcreation: Literary Invention, Translation and Poetics". Obteve o prêmio John Jameson – Bloomsday 1999 por sua divulgação da cultura irlandesa no Brasil.
Participou do Simpósio sobre Alexander von Humboldt, organizado pela Fundação Humboldt, em Berlim, em junho de 1999. Também nesse ano, recebeu o prêmio Roger Caillois pela obra Galaxies, tradução francesa de Inês Oseki-Dépré. Em junho de 2000, participou do Colóquio Internacional Revues parlées, no Centro Pompidou, Paris, com leitura a onze vozes de Galaxies. Também em 2000, recebeu o prêmio Hors Concours Fernando Pessoa por Pedra e Luz na Poesia de Dante, categoria tradução, outorgado pela União Brasileira de Escritores. No mesmo ano, tornou-se membro do Comitato di Collaborazione Culturale dell'Istituto Italiano di Cultura di San Paolo, nomeado pelo Embaixador da Itália no Brasil.
O Projeto: Yûgen/Fundação Japão prestou homenagem a ele, bem como a Tomie Ohtake e H. J. Koellreutter. Foi convidado pela UNESCO e pelo Ministério da Cultura da Grécia a participar, com leitura bilingüe de seus poemas, do “Dia Internacional da Poesia”, celebrado em Atenas e Delfos (18-22/03/2001); paralelamente foi nomeado pela UNESCO e pelas autoridades italianas membro da “Academia Mundial da Poesia”, patrocinada pelo “International Institute for Opera and Poetry". Proferiu, na Embaixada do Brasil, na Piazza Navona, em Roma, a conferência "Poesia brasiliana: dall'epoca coloniale alla contemporaneità: vocazione universale e traccia differenziale”.
Sua biografia foi incluída no Who`s Who in the World - 2001. Em 2002, foi homenageado pela USP por seu papel na divulgação da literatura japonesa no Brasil. No mesmo ano, realizaram-se uma exposição do grupo Noigandres em Genebra, Suíça, e uma homenagem no Museu Guggenheim de Nova York, com um ciclo de debates e leituras de que participaram, entre outros, Marjorie Perloff e Charles Bernstein. Umberto Eco o considerou “o maior tradutor moderno de Dante”****. Em 2003, o Colégio São Bento, por ocasião de seu centenário, homenageou o poeta, seu ex-aluno, entre outras personalidades insignes do país. No mesmo ano, recebeu homenagem in memoriam da Presidência da República, em Brasília, sendo admitido na Ordem do Mérito Cultural, na classe de Grã-Cruz.
Depois de seu falecimento em 2003, o acervo de 35 mil volumes de sua biblioteca pessoal (bibliocasa) foi doado pela família à Casa das Rosas, agora rebatizada de Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Além dos mais de trinta livros que publicou (de sua autoria ou em colaboração), Haroldo de Campos deixou, entre traduções e ensaios, um grande número de inéditos, que vão da poesia neogrega à náuatle. Suas últimas aventuras tradutórias incluem transcriações de poemas em egípcio antigo, idioma que estudava, amparado em vasta bibliografia especializada.
Fonte: http://karamazavi.blogspot.com/2010/01/magister-ii-haroldo-de-campos.html#ixzz2W7vkcLEi
ALEA I — VARIAÇÕES SEMÂNTICAS
(uma epicomédia de bolso)
Haroldo de Campos (1962/63)
O ADMIRÁVEL o louvável o notável o adorável
o grandioso o fabuloso o fenomenal o colossal
o formidável o assombroso o miraculoso o maravilhoso
o generoso o excelso o portentoso o espaventoso
o espetacular o suntuário o feerífico o feérico
o meritíssimo o venerando o sacratíssimo o sereníssimo
o impoluto o incorrupto o intemerato o intimorato
o grandioso o fabuloso o fenomenal o colossal
o formidável o assombroso o miraculoso o maravilhoso
o generoso o excelso o portentoso o espaventoso
o espetacular o suntuário o feerífico o feérico
o meritíssimo o venerando o sacratíssimo o sereníssimo
o impoluto o incorrupto o intemerato o intimorato
O ADMERDÁVEL o loucrável o nojável o adourável
o ganglioso o flatuloso o fedormenal o culossádico
o fornicaldo o ascumbroso o iragulosso o matravisgoso
o degeneroso o incéstuo o pusdentoso o espasmventroso
o espertacular o supurário o feezífero o pestifério
o merdentíssimo o venalando o cacratíssimo o sifelíssimo
o empaluto o encornupto o entumurado o intumorato
o ganglioso o flatuloso o fedormenal o culossádico
o fornicaldo o ascumbroso o iragulosso o matravisgoso
o degeneroso o incéstuo o pusdentoso o espasmventroso
o espertacular o supurário o feezífero o pestifério
o merdentíssimo o venalando o cacratíssimo o sifelíssimo
o empaluto o encornupto o entumurado o intumorato
N E R U M
D I V 0 L
I V R E M
L U N D 0
U N D 0 L
M I V R E
V 0 L U M
N E R I D
M E R U N
V I L 0 D
D 0 M U N
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V E R I N
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V R E N I
I D 0 L V
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R E V I N
D 0 L U M
M I N D O
L U V R E
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L I V R E
D I V 0 L
I V R E M
L U N D 0
U N D 0 L
M I V R E
V 0 L U M
N E R I D
M E R U N
V I L 0 D
D 0 M U N
V R E L I
L U D 0 N
R I M E V
M 0 D U L
V E R I N
L 0 D U M
V R E N I
I D 0 L V
R U E N M
R E V I N
D 0 L U M
M I N D O
L U V R E
M U N D O
L I V R E
programa o leitor-operador é
convidado a extrair noutras
variantes combinatórias
dentro do parâmetro semântico dado
as possibilidades de permutação
entre dez letras diferentes
duas palavras de cinco letras cada
ascendem a 3.628.800
convidado a extrair noutras
variantes combinatórias
dentro do parâmetro semântico dado
as possibilidades de permutação
entre dez letras diferentes
duas palavras de cinco letras cada
ascendem a 3.628.800
Poema publicado em Invenção. Revista de Arte de Vanguarda, Rio de Janeiro, 1966-67, Nº 5, pp. 32-33.
circuladô de fulô
circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie
porque eu não posso guiá e viva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá
porque eu não posso guiá e viva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá
soando como um shamisen e feito apenas com um arame
tenso um cabo e uma lata velha num fim de festafeira no
pino do sol a pino mas para outros não existia aquela música não podia porque não podia popular aquela música se não canta não é popular se não afina não tintina não tarantina e no entanto puxada na tripa da miséria na tripa tensa da mais megera miséria física e doendo doendo como um prego na palma da mão um ferrugem prego cego na
palma espalma da mão coração exposto como um nervo
tenso retenso um renegro prego cego durando na palma
polpa da mão ao sol circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá
o povo é o inventalínguas na malícia da maestria no matreiro da maravilha no visgo do improviso tenteando a travessia azeitava o eixo do sol circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá e não peça que eu te guie não peça despeça que eu te guie desguie que eu te peça promessa que eu te fie me deixe me esqueça me largue me desamargue que no fim eu acerto que no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me reservo e se verá que estou certo e se verá que tem jeito e se verá que está feito que pelo torto fiz direito que quem faz cesto faz cento se não guio não lamento pois o mestre que me ensinou já não dá ensinamento circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu
tenso um cabo e uma lata velha num fim de festafeira no
pino do sol a pino mas para outros não existia aquela música não podia porque não podia popular aquela música se não canta não é popular se não afina não tintina não tarantina e no entanto puxada na tripa da miséria na tripa tensa da mais megera miséria física e doendo doendo como um prego na palma da mão um ferrugem prego cego na
palma espalma da mão coração exposto como um nervo
tenso retenso um renegro prego cego durando na palma
polpa da mão ao sol circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá
o povo é o inventalínguas na malícia da maestria no matreiro da maravilha no visgo do improviso tenteando a travessia azeitava o eixo do sol circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu circuladô de fulô e ainda quem falta me dá e não peça que eu te guie não peça despeça que eu te guie desguie que eu te peça promessa que eu te fie me deixe me esqueça me largue me desamargue que no fim eu acerto que no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me reservo e se verá que estou certo e se verá que tem jeito e se verá que está feito que pelo torto fiz direito que quem faz cesto faz cento se não guio não lamento pois o mestre que me ensinou já não dá ensinamento circuladô de fulô ao deus ao demodará que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu
terça-feira, 11 de junho de 2013
A Perda de um Homem Precioso - Poema de Bertolt Brecht
A Perda de um Homem Precioso
Bertolt Brecht
De Alex
Você perdeu um homem precioso.
O fato de ele se afastar de você
não significa
Que não seja precioso.
Admita:
Você perdeu um homem precioso.
Você perdeu um homem precioso.
Ele se afastou porque
você serve a uma boa causa
E juntou-se a uma sem valor.
No entanto, admita:
Você perdeu um homem precioso.
Bertolt Brecht
De Alex
Para U.M.
Você perdeu um homem precioso.
O fato de ele se afastar de você
não significa
Que não seja precioso.
Admita:
Você perdeu um homem precioso.
Você perdeu um homem precioso.
Ele se afastou porque
você serve a uma boa causa
E juntou-se a uma sem valor.
No entanto, admita:
Você perdeu um homem precioso.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
"Eles, os brasileiros, serão conhecidos por se amarem mutuamente".
"A ALMA HUMANA CAPAZ DE CRESCER,
forma à sua volta uma camada protetora inviolável,
e é visceralmente DISCIPLINADA e amante incondicional
do BEM e da Verdade.
Sua capacidade de concentrar-se até ao sacrifício pela vitória desses princípios enobrecedores da alma humana permite a produção de elementos psíquicos tão resistentes que a tornam inatingível de maneira
danosa.
Sua PROBIDADE, mesmo quando aliada às naturais imperfeições humanas, impede a
penetração do roçar corruptor, do atrito causado pela rudeza contundente das forças
constrangedoras externas (norte-americanas).
Ao contrário do que sucede à maioria, essas almas sentem-se numa constante
produção de forças benéficas tendo em vista a coletividade.
Porém, a Programação de suas
atividades ultrapassa as medidas comuns, por força da convicção alimentada na autorecuperação proporcionada pelas atividades benfazejas.
Podem declarar-se desligadas de qualquer convicção filosófica existente,
porém, em seu íntimo, sentirão a essência das verdades
que não se expressam por palavras, talvez para melhor se concentrarem em sua execução.
De alguma forma, ultrapassarão sempre os limites comuns,
em maior ou menor escala, pois trazem consigo
um SELO DE AUTENTICIDADE das suas disposições benéficas,
que, de nenhum modo, lhes permite uma fidelidade restrita a 'Sistemas' materialistas,
por mais perfeitos que possam parecer a seus contemporâneos.
Ao que receberam do Ocidente sob a forma de 'Tradição', conhecimentos ou religiosidade,
acrescentam sempre a força de sua convicção irrestrita
em relação ao permanente movimento renovador, necessário ao andamento do progresso.
Por melhor que consigam realizar, nunca permitirão
que seja apagada a CHAMA que arde em seus corações,
do Entusiasmo por novas formas de trabalho social e progresso humano.
Por todas essas características, reconhecereis como se diferenciam da maioria;
por serem almas puras e impolutas,
sofrerão as amarguras naturais à superação das próprias deficiências,
e nisto consiste o seu valor,
numa época perturbada pela descrença generalizada
em relação à Espiritualidade e ao futuro do próprio ser humano.
São os batalhadores do Bem,
aos quais Jesus se referiu quando afirmou que seriam
"reconhecidos por se amarem mutuamente".
São os seguidores da Verdade cristalina que
brotou de Seus lábios
e que não poderá ser enquadrada em normas materialistas humanas,
por mais perfeitas que possam parecer.
O pensamento do Mestre, revelado na Boa Nova, é tão profundo que,
através dos milênios, os homens encontrarão sempre oportunidade de
reinterpretá-lo, à proporção que a evolução lhes permitir maior visão do panorama da vida.
As almas que com Ele sintonizam,
muitas vezes negam-se a aceitar as interpretações humanas do Seu Pensamento Puro,
preferindo buscá-Lo "em espírito e verdade" através do trabalho no Bem.
Por isso, os servos capazes de romper as barreiras humanas
geralmente são olhados com desconfiança e desagrado.
Porém, não poderíamos esperar senão a incompreensão das pobres almas
cujo grau evolutivo ainda não lhes permite maiores expansões.
PERGUNTA — Haverá ainda algum comentário a ser feito em torno de herança
espiritual de nosso povo?
— Neste capítulo ficou esboçado o panorama espiritual em que atuais, os
elementos com que contais para desenvolver a programação generosa que vos está reservada.
Resta-nos afirmar a necessidade de perseverança, lembrando que nenhuma
programação será executada milagrosamente.
E já que tratamos de analisar, é conveniente
insistir no significado racional da palavra "milagre".
O homem utiliza este termo para designar o fenômeno regido por leis desconhecidas mas que o tempo revelará em toda a sua racionalidade.
Sob este aspecto, o cumprimento da missão reservada ao povo brasileiro
poderá ser considerado miraculoso quando descrito no momento atual.
Caberá a vós buscardes os meios de concretizar esse fato programado,
pelo esforço de perseverar na busca
permanente dos melhores caminhos.
Dentro do próprio Determinismo, constituído pelas linhas gerais,
impressas pelo progresso espiritual,
existe uma margem de segurança, como uma faixa de realizações
que são entregues ao Livre Arbítrio de cada ser,
para que cada qual possa colher, no cômputo geral dos
acontecimentos, a parte de benefícios que lhe cabe.
Vossa coletividade traçará uma nova linha direcional para o desenvolvimento do seu carma
coletivo e planetário.
Nada, porém, impede que esta linha seja seguida com maior ou menor amplitude por vós,
dependendo da ação isolada de cada um, a maior ou menor fartura dos frutos de Luz e Misericórdia
a colher.
Semeai no presente, pois a generosidade da colheita futura dependerá, em grande parte, da preparação do solo que fizerdes hoje.
As sementes do Amor Evangélico germinarão para socorrer
a pobre Humanidade,
no momento em que ela for violentamente despertada
do torpor de seu sono milenar,
e do seu descaso pela sorte do seu semelhante.
Cuidai com Amor das partes áridas do terreno que herdastes,
revolvendo-o, adubando-o e lançando sobre ele
as sementes mais puras de Amor que fordes capazes de obter.
Esta é a vossa parte.
O Senhor proverá o resto.
Amen."
-RAMATÍS.
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